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PALAVRA, DOR E LEI → Inspirado na ideia de Alice Miller

 Série: Psicanálise Contemporânea e Direito de Família

→ Inspirado na ideia de que “a dor que não vira palavra retorna em comportamento”.

→ Tradução de como a palavra pode virar acordo e solução.

Alice Miller dizia que a dor que não se transforma em palavras retorna em comportamento.
No Direito de Família, eu vejo isso todos os dias quando a dor não é dita, ela aparece nas audiências como grito,                                                                                                                                                        no divorcio com rejeição e traição, na guarda como disputa, na herança como ruptura.

O silêncio emocional vira comportamento jurídico. O que não é reconhecido, se repete.
E as famílias adoecem em ciclos de mágoa, disputa e ausência de diálogo.

É por isso que acredito tanto na Mediação Sistêmica.
Ela não é só um método.
É um espaço onde as dores podem virar palavras,
e as palavras podem virar soluções.

Porque na família e também na justiça o que não é falado, acaba sendo atuado.

 Nesse sentido, o “eco” de Alice Miller não é apenas uma citação, mas uma tradução prática para o seu olhar                                                                                                                                                           de mediador (a): o que ela falou sobre a psique, você mostra como se manifesta no tribunal e nas relações familiares.

Portanto na visão sistema familiar, o que não é reconhecido tende a se repetir.
Um filho carrega a raiva que não é sua.
Um neto revive exclusões do passado.
As dores se perpetuam, porque não foram transformadas em palavras.

O Direito de Família entra, muitas vezes, para dar forma ao que a emoção não soube lidar.
Mas nem sempre um processo judicial resolve, muitas vezes, apenas oficializa no papel a mesma dor que já se vivia em casa.

É por isso que me encata essa nova maneira lidar com conflitos atraves da Mediação Sistêmica oferecendo um caminho diferente:
 um espaço para falar com clareza para reconhecer e fazer acordos justos e para além do direito que respeitem não só pessoas, mas os vínculos.

E é aqui quando a dor se transforma em palavra, ela pode deixar de ser peso e se tornar consciência.
E quando há consciência, há a chance de quebrar ciclos, de dar novos significados e de construir relações mais saudáveis.

No Direito de Família, cada processo é mais que papel.
É a oportunidade de transformar dor em palavra.
E palavra em solução.

Cássia Melo Correia

CURIOSIDADE : Alice Miller dedicou sua vida e seus estudos à tentativa de compreender a dor humana a partir do princípio do trauma da infância.

Eu Cássia Melo dedica a sua vida a estudar, além da tentativa de compreender a dor humana a partir do princípio do trauma da infância, as relações emocionais                                                   do sistema famíliar em defesa dos direitos da crianças e dos idosos pela a suas vulnerabilidas.   

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