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Não consegue deixar de amar os pais

Freud dizia: “Quando pior você trata uma criança, pior ela se sente…Ela não consegue deixar de amar os pais… então deixa de amar a si mesma.”

E essa é uma das feridas mais silenciosas que vejo no Direito de Família e na Mediação Sistêmica. Essa é uma verdade que ressoa em cada sessão de mediação, em cada família em conflito. A criança pequena não tem recursos para questionar a conduta dos pais. Para sobreviver, ela os ideal.  E se eles falham, se são ausentes ou tóxicos, ela não pensa: “meu pai/mãe não souberam me amar”. Ela pensa: “eu não sou digna de amor”.

É aqui que a toxicidade dos pais ganha raízes profundas na autoestima dos filhos.

Uma criança não tem recursos para abandonar pai ou mãe, mesmo quando são tóxicos ou ausentes.
Ela precisa desse vínculo para sobreviver, consciente ou inconscientemente.
Então, diante da rejeição, da indiferença ou da violência, ela não rompe o amor: ela rompe consigo mesma.

Passa a acreditar que não merece cuidado.
Que não é digna de afeto.
Que precisa se anular para ser aceita.
Essa ferida, mais tarde, vira baixa autoestima, dependência emocional, medo de abandono, dificuldade em se posicionar.

E aqui está o ponto sistêmico: O pai ou a mãe que não reconhecem o filho, na verdade, também repetem uma ausência que viveram.
A crítica, a frieza ou o abandono, muitas vezes, são ecos da própria dor não elaborada.

Mas isso não diminui o efeito devastador sobre o filho.

Por isso, refletir sobre o que entregamos às crianças não é romantismo é responsabilidade.
Cuidar de um filho não é só dar teto, comida e estudo.
É oferecer presença, validação e amor que nutre a identidade.

Aqui seguimos estutando a dimensão consciente e inconsciente

  • Consciente: pais tóxicos gritam, humilham, controlam, manipulam, ou simplesmente se omitem.                                                                                                                                                                 Eles acreditam que estão “educando”, mas estão apenas projetando suas próprias dores não resolvidas.

  • Inconsciente: por trás, há padrões herdados de gerações como a raivas reprimidas, medos, frustrações.                                                                                                                                                               Sem perceber, repetem o que viveram: “apanhei e sobrevivi, então meu filho também vai aguentar”.

Assim, a dor não elaborada vai sendo transmitida como herança invisível.

Personalidades tóxicas que destroem vínculos

O controlador: quer decidir tudo, sufoca a autonomia, anula a individualidade.

O narcisista: precisa ser admirado, mas nunca reconhece o filho. Ele só existe como extensão do ego paterno/materno.

O ausente: está fisicamente vivo, mas emocionalmente morto. A criança cresce no vazio da presença que nunca se concretizou.

O agressor: usa a violência verbal ou física como “educação”. Gera medo, não respeito.

O vitimista: coloca o filho como responsável por sua felicidade. A criança cresce em culpa crônica.

Todos, de modos diferentes, produzem filhos que duvidam do próprio valor.

   As consequências

Autoestima frágil/Relacionamentos abusivos na vida adulta/Dificuldade em confiar/Autocrítica severa/Viver para agradar, sem saber quem se é

Mas há uma boa notícia: a dor pode ser ressignificada e o caminho de cura é:

A consciência liberta quando o adulto entende que não foi falta de valor, mas falta de maturidade dos pais, a história pode ser rescrita.
O ciclo pode ser interrompido e o filho pode escolher não repetir com os seus filhos aquilo que recebeu.

Por fim chaga-se a conclusão que:

A criança não deixa de amar os pais. Ela deixa de amar a si mesma.
Mas a boa notícia é que, quando a dor vira palavra e consciência, esse amor-próprio pode ser reconstruído.
E a próxima geração já não precisa carregar o peso que não é dela.

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